domingo, fevereiro 25, 2007

Princesa da Pop cai em desgraça

Quando ela apareceu admito achei-lhe alguma graça. Não ando por ai a dizer que detesto a música da rapariga e que nunca gostei dela e depois ter andado a comprar todos os cds, posters e toda aquela tralha que há nas revistas teen sobre ela. Foi assim, vi a Britney Spears num video divertido e a música até dava para cantar, gostei. Do segundo video já não gostei tanto e assim por diante, até chegar ao ponto em que mudava de canal para não ter de ver ou ouvir a adolescente irritante em poses sexys de mulher adulta. Da música então nem se fala.
Ela surgiu, nova, querida e inocente, sem manias. O tempo tirou-lha isso tudo. E com olhar mais atento sobre essa época vejo que ela era apenas uma criança a quem deram demasiado importância e dinheiro. Quando nos dizem diariamente que somos os princípes, seja do que for e vemos milhões a entrar na nossa conta, é difícil não ficarmos afectados.
Hoje em dia penso assim, aquilo foi exploração e abuso. Alguma vez iria deixar a minha filha de dezasseis anos posar como uma adulta e actuar seminua? Os pais dela não pensaram assim. E agora temos uma jovem adulta, sem educação, mimada e com rios de dinheiro nas unhas. E a culpa é de quem? É dela claro, ela é que nunca deveria ter tentado recuperar a diversão que nunca teve pois trabalhava dezoito horas por dia. E o marido horrível que ela arranjou? Só podia ser dançarino claro, de que outra forma poderia ela conhecer o homem dos seus sonhos? Até acho melhor ela esquecer que tem vida para ir criar os dois filhos. É mesmo tola, casa-se com um zé-ninguém e põe-se a fazer filhos desalmadamente quando ainda poderia recuperar. Ficou uma mamã, feia, já não dá para fazer o papel de adolescente virginal.
E quando ela se apercebe que está cair num poço cada vez mais fundo, rapa o cabelo e vai fazer tatuagens, que sempre é melhor que ir para um centro de reabilitação limpar os males, desintoxicar o corpo. Agora já lá está mas, teve de ser a mamã, que não teve durante as digressões e inúmeros dias de trabalho a ir levá-la para a clínica pela terceira vez. Aliás, diz-se que à terceira é de vez. Não adoram estas histórias? Fico à espera do livro e do filme.

domingo, fevereiro 18, 2007

Queres ser meu amigo colorido?

Vem sentir os meus lábios com fervor mas sem sentimento. Põe as mãos no meu corpo e percorre-o como se fosse teu. Não digas que me amas, diz que me queres e muito. Segue-me até ao meu quarto ou leva-me para o teu. Ou carro, ou cozinha, onde calhar. Vem devorar este corpo só para saciar a nossa/tua vontade. A minha vontade não é de ti, que és o que menos importa. O que interessa realmente é o meu prazer e depois disso vai-te embora. Não me fites, não me telefones, que já passou. Foste um momento que veio, se foi e se vai num piscar de olhos. Deixa-me sozinha na minha cama grande. Ela é para ficar assim, vazia. Nada de carinhos ou de abraços. Mataste o desejo do meu corpo e é só assim que te vejo.
Vamos então partilhar algo muito intímo por um instante? E depois deixarmo-nos como se nada fosse? Embora, encontrarmo-nos no café e fingir que não existimos um para o outro. Que na verdade não existimos mesmo...
Este texto veio em resposta ao desafio da lurainbow, Alien e Geo, só para citar alguns.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Noite Chuvosa

Esforço-me demais Penso demais. Sinto demais. Diz-se que pensar é uma comédia e sentir uma tragédia. Pois eu chego a sentir-me feliz quando não tenho de raciocinar e triste por sentir o que quero sentir.
Faltam-me o sol, os risos, as estrelas nos olhos das pessoas, a boa vontade, o orvalho numa flor acabada de desabrochar. Falta-me o inspirar um ar puro e olhar para cima e ter o céu imediatamente acima da cabeça. Quero erguer o braço e tocar o céu. Quero chegar lá sem esforço, só por um momento. Dá-me forças. Que vontade de me imergir e envolver e afogar nele. Não quero respirar, porque não me apetece ter consciência. Sentir-me feliz, num momento infinito.
A felicidade não se deveria escapar por entre noites húmidas e chuvosas de Inverno. Deveria ficar sempre junto ao coração. E ser o caminho a percorrer e não o fim. Que se estou sempre à procura de um fim que teima em não chegar os sonhos perdem-se. E a felicidade não é assim tão abstracta, são as pequenas coisas. Por isso, vai-te Inverno, venham as flores.
Pensar dói, não é comédia. Sentir é uma tragédia? Porquê, se vivemos para sentir? Sinto-me pensativa.
PS: Escrito em noite chuvosa e pensativa...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Tu e eu

Na altura parecia boa ideia... Pensei que iria começar e abandonar-te em poucos meses. Estava insegura, pensava que não tinha a capacidade de te manter por algum tempo. Acreditei em mim e em ti. Achei que podia aprender muito com nós dois. E não vou dizer que não tenha pensado em desistir. Houve muitos momentos desses. Olhava para ti e pensava: "Não sei que dizer"... Lá me aguentei, com uns percalçozitos pelo meio mas continuamos juntos. Gosto, muito, muito, muito. E, pelo menos, por agora quero continuar. Parece que agora tudo faz sentido: acompanhaste-me, distraiste-me e também me deste que pensar. És uma parte da minha vida que não posso nem quero negar. Estou viciada em ti. Se calhar tento mais um ano. Pode ser que tenha mais coisas para dizer e me continues a surpreender...
Parabéns: "Hoje voltei a Ver"
PS: A data oficial do aniversário foi no dia 3 de Fevereiro mas esqueci-me! ?Bora pa Borga? :D

sábado, fevereiro 03, 2007

Estereótipo

Já não quero ser aquilo porque lutei e luto. De nada me serve. Para quê ser inteligente se as cunhas me ultrapassam? Eu quero é ser capa de revista e participar em intriguinhas de bastidores que é para ser comentada na... Tertúlia Cor-de-rosa? Aparecer em tudo o que são festas, de cocktail na mão. Conhecida por ter a riqueza que os meus ex-maridos em divórcios complicados me deixaram. Sou uma negociadora dura. Quero aquilo que a minha pessoa merece: nadar em riqueza e mostrá-la. Que isso é que é bom e bonito.
Não!
Eu quero é ser uma modelo escanzelada tipo, a mulher mais bela do mundo, mas que passa fome e passa muitas horas no ginásio. Sou muito esforçada: tantas horas que chorei e suei o meu peso para caber no número mais pequeno. Serei imortalizada pela objectiva, serei o vosso sonho: para sempre. E qual é o problema de me cobrirem de maquilhagem para tapar os buracos e a tristeza? Qual é o mal de esconder as olheiras de um sono que já não tenho, que sou assaltada de pesadelos e de sonhos intermitentes, que as drogas têm esse efeito em mim? Quero ser um farrapo humano. De qualquer forma todos me levantam e me pôem bonitinha. Porque sou a mais bela. Porque sim.
Não!
Eu quero é dar chuto na bola. Vender-me, perdão aos meus pés. Dar o meu contributo para dignificar o clube do meu coração que é, já nem me lembro passei por tantos... Desejo fazer negócios milionários, arranjar um tubarão para tratar das minhas transferências e fazer o que é melhor para mim... E para os meus bolsos. Ele é pago para pensar, eu toco na bola. Isto até tem as suas vantagens. Ninguém me toca, ninguém me pode fazer nada. Estou acima de todos, estou acima da lei. Sou um Deus. Sou uma estrela.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Isto é...

Mark Quinn


Para fazer esta obra o artista foi retirando sangue a si próprio durante um longo período de tempo congelando-o e quando obteve o suficiente jorrou-o sobre um molde da sua própria cabeça.

Orlan



Esta talvez nem seja a fotografia que mais impacto causa desta senhora mesmo assim não deixa de causar uma impressão. Orlan faz cirurgias plásticas como crítica aos canônes de beleza. Aquilo que vêm no lugar de sombrancelhas são implantes de silicone.

Marcus Harvey

Esta fotografia parece não ter nada de especial não é? Esta imagem é de Myra Hindley, assassina de crianças "The Moors Murders", assim são conhecidos os crimes que cometeu com o seu companheiro. Aquando da sua detenção foram encontradas nas paredes da casa onde cometiam os crimes a marca ensanguentada das mãozinhas das crianças. Os pontos que vêm na imagem são as mãos de crianças.

Pergunta: Isto é arte?

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Derrotada

Sim, converti-me. Nova conta no google. E agora não se fala mais nisso está bem?
Vim aqui dizer que acho aquela coluna da direita, (a dos links) muito vazia e que já não reflecte a imensidão de blogs que leio. Aos poucos vou aumentar o número de links que a preguiça não dá para mais! Mas para uma coisa não há preguiça, divulgar este blog. É um blog de causas e todos precisam de uma. Talvez encontrem aqui a vossa.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Apatia não, se faz favor.

Sei que este texto vai sair um pouco esquizofrénico mas quando se tem as ideias tão cruas e revoltas de estudo e aplicação intensa em "matéria extremamente importante ao meu bom desenvolvimento como profissional", dentro da minha área, é um pouco difícil estar a organizar pensamentos. Além disso, porque não aproveitar e escrever qualquer coisa no blog (diz que estimula o desenvolvimento da escrita e capacidade crítica).
Verifiquei que há muitos autores preocupados com diversas questões provocadas pelos efeitos dos meios de comunicação de massa.
Provocam inúmeras alterações na nossa vida, só pelo facto de existirem. Mudamos a vida em função destes instrumentos. Vivemos agarrados ao telemóvel, não conseguimos estar sem a TV ou mesmo a rádio ligada enquanto estamos em casa, para não ficar sós. E, mais recentemente até na rua vamos acompanhados na nossa solidão. São os mp3, mini-disk, ipods, o que lhes quiserem chamar. Somos ou não somos mesmo permeáveis?
O que é engraçadissímo é que nos bombardeamos de uma informação e de uma cultura absolutamente miseráveis. É verdade que só ouvimos aquilo que queremos mas, também somos ou não somos obrigados a ver/ouvir o que os media querem que nós prestemos atenção? Ora, nem sempre temos um dvd ou um cd à mão para nos bloquear de qualquer influência externa que consideremos ser ruído. Sujeitamo-nos para não ficarmos na solidão. E afinal, que programas nos são "oferecidos"? Reality-shows, artigos sobre a estrela de cinema que tem mau humor, espectáculos da miséria humana... E mesmo que não nos sujeitemos a esta maravilhosa programação continuamos a fecharmo-nos em nós próprios e a afastar-nos daquilo que realmente interessa: a informação. Presos por ter cão, presos por não ter. Ou recebemos informação que não presta ou não a recebemos de todo. Estupidificamo-nos de qualquer forma, é triste mas é verdade. E sem a informação não sabemos nada, não podemos discutir nada. O quê? O estado do tempo? Os signos? O filme que deu ontem na TVI? Ficarmos a olhar uns para os outros num silêncio desconfortável porque não sabemos o que haveremos de dizer? E que tal criticar o governo? Sabiam que agora se pretende aumentar o imposto automóvel por causa do efeito estufa (dizem eles)? E que tal pensar no referendo que ai vem? Sem querer estar aqui a tomar uma posição, que não é isso que está em causa, porque não informarmo-nos para poder efectuar um voto consciente? Sabem que o voto consciente é a melhor forma de exercer o direito de cidadania? E que é a melhor forma de dizer que estamos de olho neles (Governo) e que os estamos a julgar, sancionando ou recompensando a sua acção? Que assim, conseguiremos uma sociedade mais justa pela participação activa nos assuntos que nos dizem respeito? Não ao conformismo e à obediência cegas. Não somos cachorrinhos. Não nos devem dizer o que fazer a cada segundo da nossa vida, temos cabecinha e hei! a liberdade para a usar. O mundo até pode não acabar por não fazermos nada, mas não irá evoluir da melhor forma se nada fizermos. 'Bora descruzar os braços?
Obrigada
PS: São livres para perguntar o que não perceberam deste raciocínio tão desorganizado nos comentários.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Voltando aos poucos...

Yep! Leram bem porque não sei por quanto tempo estarei livre para blogar (esta palavra existe)? Seja como for e antes de passar ao assunto queria só queixar-me dos senhores do blogger. Uma pessoa já se sente mal. Por todo o lado só se lê beta ou google acount. Melhor, até já sairam do beta e estão muito melhorados (yeah right!). E se eu NÃO quiser ter uma conta no google ãh? E se eu achar que não preciso de uma nova conta para nada e quiser continuar a usar a minha velhinha conta? Deixam? Obrigadinha!
E agora passemos a coisas mais interessantes, ou seja, "Factos Inúteis"!
1) Vinte palavras perfazem um terço do discurso dos adolescentes actualmente.
2) Existem cerca de 200 milhões de blogs que já não são actualizados
3) Os preservativos de tamanho "normal" são, demasiado grandes para os homens indianos. Não estou a acusar ninguém, é um facto científico.
4) Os pais tendem a calcular a altura dos seus filhos, as mães o seu peso.
5) A Coco Chanel iniciou a moda dos bronzeados em 1923 quando acidentalmente se queimou num cruzeiro.
6) Mais de 9o% dos acidentes com aviões têm sobreviventes.
7) A palavra clitóris deriva da palavra grega "Kleitoris" e significa "pequena colina".
8) A música pode aliviar a dor em mais de 20% e aliviar depressões pouco mais de 25%.
9) O ovo veio primeiro. Não, a sério.
10) Os humanos foram infectados pelo VIH pela primeira vez, nos anos 30.
11) Pensar nos nossos músculos pode tornar-nos mais fortes.
12) Os "góticos" , têm grandes probabilidades de se tornarem médicos, advogados ou arquitectos.
13) Nos anos 60 a CIA costumava ver a série "Missão Impossível" para ter novas ideias sobre espionagem.
14) As decisões que se tomam por impulso têm maior probabilidade de estar correctas do que as ponderadas. Adorei este último facto...

sexta-feira, janeiro 12, 2007

"Porque eu mereço"

Ora, como cidadã do Estado português e membro da sociedade, em geral, que se sente lesada aqui vão as minhas razões de queixa:

  1. Jornada de Trabalho entre 10/12 horas por semana:

a) Pois que eu sou estudante, não excessivamente esperta para me armar em chica-esperta e delegar aos outros, o trabalho que se me impõe, exijo a devolução na totalidade, das minhas propinas. Que isto de trabalhar e não ter férias é uma grande chatice, mais valia gastar o dinheirinho numa viagem pelo mundo que de CERTEZA seria muito mais proveitosa. E já que trabalho que nem uma mula e resultados nem vê-los, cheguei ao ponto de preferir ser uma burra viajada e com experiência que um ratinho de biblioteca que vive num estado de intelectualidade e exercício mental absurdos!

2. Ausência de período de lazer e/ou descanso:

a) Este é consequência directa do ponto anterior (nº1, alínea a), mas qualquer oportunidade extra de me queixar é ganho! Ora, além do levantar cedo, cedissímo aliás e do período normal de escravatura laboral, (sim que é trabalho não remunerado), e da perda de duas horas em deslocações, restam-me horas irrisórias para adiantar e/ou terminar a correr trabalhos que têm datas de entrega absolutamente rídiculas. Ah e tal, eu até estudo um pouco, até estou um pouco atenta nas aulas mas, sei lá, não seria normal possuir algum tempo para mim? É que após as tais 10/12 horas de trabalho e respectiva deslocação, tudo o que se deseja é um banhinho quente e a caminha fofinha, mas é isso que faço? Taxativamente não. O banho é igual a duche, o jantar miserável, que nem aí o stress nos larga e que vamos fazer a seguir? Ler um livro? Sair com o namorado? Falar horas no msn com amigos? Vêr TV sequer? NÃO! Ir agarrar-me a um monitor, e continuar a trabalhar! É que nem para actualizar o blog...buáaaaaaaaaaaaaa.

b) Quanto ao período de lazer propriamente dito, é escassissimo... Quer-se dizer, pôr em dia as palavras não ditas e os gestos não sentidos durante uma semana em poucas horas é, no minímo difícil. E que tal satisfazer os caprichos de uma jovem com um chocolate quente ou até uma roupinha nova? (Sei que estou a ser materialista mas, por esta altura, já me ESTOU NAS TINTAS!)

3. Ser constantemente ultrapassada por velhinhas nas filas para o autocarro.

a) Talvez este ponto seja um pouco parvo mas, ser sistematicamente ultrapassada, por senhoras que sabem que eu estou na fila, um lugar à frente delas, é EXTREMAMENTE irritante! A maioria das vezes o bus vai quase vazio e mesmo assim as velhotas passam à frente como se tivessem mais direitos que os outros! É que meus senhores, ser idoso não é sinónimo de se fazer tudo o que se quer. Parecem daqueles putos que fazem birra quando não têm o que querem. Se tiverem problemas de deslocação, invalidez ou carregadas com sacos concedo-lhes o direito de se sentarem no meu lugar que também não custa nada. Agora armarem-se em peruas e espetar o peito descomunal para a frente como se fosse tudo delas é que não! A andar, a andar...

4. Ser assediada por velhos, ucranianos e homens das obras.

a) Até quando terá uma rapariga que aguentar que homens repugnantes com falta dele mandem bocas nojentas? Os velhos, acho que se compreende, é quase pedofília! Os ucranianos, bem, não é que seja xenófoba mas dizerem coisas com um certo tom numa língua incompreensível é deveras incómodo. Ah e já agora, pedidos em casamento para ficar no país não vale ok? E também não é muito lisonjeador! Os homens das obras, hoje em dia, é auto-explicativo mas dispenso tá??

PS: Por hoje é tudo mas do jeito que as coisas andam devo ter mais de que me queixar nos proximos dias!

sábado, janeiro 06, 2007

Mitos Urbanos VII

Há muito que não passam uma noite a sós. Desde que o filho nascera que as noites mal dormidas, idas ao médico e o mar de telefonemas a dar os parabéns pelo feliz acontecimento, não lhes deixavam tempo livre para aproveitar a companhia um do outro.
Naquele dia tiveram sorte, conseguiram arranjar uma babysitter, toda ares de paz e amor, muito hippie, com um ar de menina certinha e com cabeça. Assim, saíram para um jantar romântico e uma ida ao cinema.
O casal saiu e a rapariga não foi ver se o bebé estava a dormir. Como a criança dormia não devendo acordar tão cedo, nem os seus pais chegar antes da meia-noite, a babysitter fez aquilo que qualquer rapariga faria: foi buscar os phones e… Comprimidos?
Tropeçava em si própria tentando dançar ao luar e o conjunto de cores vítreas ofuscava-a. Fechava os olhos meio cega mas as luzes eram tão sedutoras… Se esticasse as mãos quase que lhes poderia tocar. Ouviu um som. “Anda cá Glu-glu”…
Uma hora depois a jovem mãe, não descansada por deixar o filho só, pela primeira vez, resolveu telefonar à babysitter que lhe assegurou que estava tudo bem. O filhote estava-se a portar muito bem, não fizera barulho nenhum e até já pusera o peru no forno.
A mãe, aliviada, desligou o telefone, mas depois uma sensação estranha atravessou-lhe o corpo. O marido, que ouvira a conversa sentiu o arrepio e perguntou: “Mas tu deixaste algum peru para fazer?” “NÃO! Vamos JÁ para casa!”

sábado, dezembro 30, 2006

Acabaram-se as Resoluções.

O titulo nada tem de enigmático. É mesmo isto. Este ano não vou fazer desejos. Afinal, desejar para quê se as coisas não acontecem por artes mágicas? Péssimista? Nunca fui. Talvez, até me sinta mais optimista que nunca. Porque me aconteceram coisas boas e coisas más, como em todos os restantes anos da minha vida. E quer-me parecer que 2007 não será muito diferente. As coisas más vieram e foram. As boas... Bem, foram e são muito boas (sorriso pepsodente)!
Anos houve em que desejava ardentemente paz, amor e saúde e não obtive nenhuma... Enfim, se algo de bom acontece, das duas uma, ou foi o destino (não acredito muito nisso), ou porque lutamos e suamos e combatemos pelos nossos objectivos. E já tenho alguns para o próximo ano. Quem sabe se não estarei ainda aqui, no final de 2007 a fazer um balanço do ano?
Apenas sei que passarei o meu final de ano com aqueles em que admiro o sentido de amizade, lealdade, amor... , decidida apenas a aproveitar o momento. As doze badaladas soarão e sem desejos festejarei, aproveitando o que de bom tenho nesta vida única e, porque não, bela.
Sejam felizes...

terça-feira, dezembro 26, 2006

Coisas que um homem deveria saber sobre ser pai

1. Não te preocupes... O teu pai também não sabia o que fazia.
2. Bem, talvez seja mesmo melhor preocupares-te!
3. Nunca digas a ninguém o que tu e a tua mulher estão a "tentar"! Não precisamos de ficar com essa imagem na cabeça, a sério.
4. Nunca digas onde concebeste o teu rebento, quanto tempo demorou ou que música estava a tocar.
5. NÃO DÊS O NOME AO TEU FILHO de uma cidade, ponto geográfico, sistema solar, estações, plantas, animais ou estrelas de t.v.
6. O teu filho, à nascença, já tem uma relação complicada com a sua mãe e tu, no primeiro ano, serás apenas uma curiosidade. Uns anitos depois, uma montanha russa. Depois, um árbitro. E, por fim, um banco.
7. Se vais sujeitar o teu filho a uma cirurgia naquele sítio, insiste numa anestesia local para o teu filho, faz favor!
8. Se a criança tiver uma irritação por causa das fraldas, aplica uma pomada própria mas, não te esqueças primeiro de limpar e de voltar a pôr uma fralda!
9. Razão porque os rapazes são melhores: não ficam grávidos!
10. Razão por que as raparigas são melhores: é menos provável que sejam presas!


PS: Há mais motivos aqui (são 72!) Seleccionei alguns, traduzi-os, ah e também fiz uma pequena interpretação livre.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Paz e Amor não fazem mal nenhum



Estou farta de andar a passear pela blogosfera e ler quem me dera que o Natal passasse a correr, o Natal é só consumismo e lá vou eu ter que dar prendas, etc, etc, etc,... Que o Natal é uma coisa muito má, as pessoas são péssimas umas para as outras o ano todo e depois para receber uma prenda, andam a dar prendas baratuchas que não interessam nem ao menino Jesus, para ver o que lhes calha na bota. E, pelos vistos, todos acham o Natal um monstro horrendo de consumismo e que levar as crianças para um centro comercial é uma agonia: compra, compra, compra...
Mas, também parece que os lares continuam a celebrar o Natal. Em que é que ficamos? Em escrever no blog o quanto odiamos esta época e o quanto odiariamos que desaparecesse e, em seguida, ir comprar prendas para oferecer ao primo em 2º grau mais isto e aquilo? Porque não focarmo-nos antes nas coisas boas? Digo eu, que o Natal tem algo de bom. Retirando-lhe o significado religioso continua a ser uma época de paz entre os homens. Porque não limitarmo-nos a desejar o melhor ao próximo em vez de desejar que este tropece e caia sobre a sua cara?Bah...
Eu não detesto o Natal e nem sequer o amo mas, acho que queixar-me o ano inteiro de quão má é a vida não é saudável e em nada contribuirá para a minha felicidade. Por isso, deixem-me, se faz favor, ser ingénua e acreditar que apesar de tudo, há muito calor humano, que o próximo ano será melhor, que por mais um Natal tive a sorte de estar com a minha familia ao redor de uma mesa rica...
E é isto que desejo a todos...

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Só quero

a minha manta a tapar-me até ao nariz, o meu chocolate quente, o meu sofá fofo, o meu filme de terror e uma noite escura. É pedir muito???

Obrigada

sábado, dezembro 09, 2006

Descobrimentos

Navegando pela internet encontram-se as coisas mais fascinantes:
Excelente, para quem gosta:
Arte Surrealista: As pinturas variam entre o estranho e absurdo, belo e horripilante mas vale a pena espreitar.
Dois sites girissímos para quem quiser "artilhar" o seu blog (totalmente grátis)
1 (de tudo um pouco, murais, frases engraçadas...)
2 (este é para as meninas)
Para quem goste de coisas mais... er, bem, realistas aqui vai uma exposição de corpos humanos!

domingo, dezembro 03, 2006

Sonhei contigo esta noite

Deitei-me e fechei os olhos. Os sonhos apanharam-me depressa e desprevenida. Encolhi milhões de vezes e tornei-me no ser mais diminuto que existe. Descobri, na minha pequenez, uma súbita urgência de encontrar um corpo quente. E encontrei-te a ti. Através de paredes, de prédios, de ruas, de um espaço distante senti-te. Atravessei todos esses obstáculos que afinal não eram obstáculos nenhuns, que eu conseguia ultrapassar tudo… Só para estar perto de ti. Mas se te consegui, quero-te completamente e devagar, saboreando cada momento. Quero estar sob a tua epiderme, viajar no teu fluxo sanguíneo, percorrer todo o teu corpo e vir-te até ao coração. Quero sentir-te. Quero que sejas parte de mim. Quero que sejas meu!
Eu não sou um corpo invasor, sou uma parte que perdeste há muitos anos e agora regressa ao corpo de partida, ao local de origem. As tuas células sabem-no e tu também. E quando nos tornamos um só e a fusão parece fatal e irremediável algo me puxa para trás… Logo agora, no preciso momento em que chego aos teus lábios e vou torná-los rubros, na forma de beijo quente… Mas não, umas forças invisíveis continuam a puxar-me e cada vez mais me afasto de ti. Regresso no espaço, pelas ruas e prédios e paredes de onde vim. Materializo-me de novo numa menina que está a dormir e já não te sonha, nem te sente…
PS: Eventualmente este blog voltará à (a)normalidade... Ou não...

terça-feira, novembro 28, 2006

O gorro vermelho

A cada novo dia um só ritual: fazer jogging pelas concorridas ruas da cidade. Ás vezes com amigos e se, se adiantasse só. Fazia os 8 km sem esforço e ao final sentava-se no parque durante 5 minutos apenas a observar. Um pai a ensinar o seu filho pequenote a andar de bicicleta, um senhora, alheia aos protestos reprovadores de quem passava a atirar pão aos pombos. Um casal muito enamorado a tentar evitar uma explosão de afectos e carinho na via pública e… No banco, ao lado dela, um gorro. Grande, vermelho, perfeito. Um gorro de Pai Natal, perdido num banco de um parque em meados do décimo primeiro mês. E olhou de novo, ali estava ele, tão lindo e sozinho.
Piscou o olho ao petiz que já conseguia avançar uns cinquenta centímetros completamente sozinho. A criança esboçou um sorriso de tamanho de todas as coisas lindas. Ela apontou para o chapéu. Vestiu-o e vestiu um sorriso. Os olhos do pequenote brilhavam. A senhora parou de alimentar os pombos e olhou. O casal afastou a paixão dos seus desejos mais prementes e, também eles, ficaram a observar a cena. Estaria ela a fazer papel de ridícula? Um gorro de Dezembro numa cabeça jovem de Novembro? Uma mãe Natal vestida com uma t-shirt antiga e calças de treino? Tirou o gorro.
A corredora olhou em frente: o pequeno aprendiz de ciclista caíra e magoara-se. “Vês? Eu não te avisei?”, admoestou o pai. “Anda vamos. A tua mãe está a tua espera”. A senhora dos pombos tinha desaparecido. O jovem casal entregara-se, uma vez mais, aos prazeres carnais.
A magia fora-se. Não mais haveriam sorrisos inocentes nem olhos brilhantes. Afinal, não passava de uma corredora que tinha encontrado um gorro vermelho. Sem ele, não existia a felicidade. Era símbolo do bem e símbolo do mal. Porque é o que todos desejam mas só alcançam num único dia, o dia em que se pode ser feliz. “Acho que perdeste isto!”, disse-lhe a amiga de todas as corridas, que surgiu de detrás do banco, pondo-lhe o gorro na cabeça. “Anda lá correr mais uns quilómetros a ver se alegras esse espírito, estás com cara de quem ainda corria mais oito!”
PS: Em resposta a um desafio aqui.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Cantina Gourmet

Esparguete com carne (inexistente)
Escalopes de porco (cortáveis a moto serra)

E depois ainda há os especiais:

Na sopa:
Tufo de cabelos
Esfregão

No prato principal:
Azulejo
Larva
Pedra

Muito sinceramente, não preferiam passar fome? É que uma pessoa se cansa de reclamar e de mandar bocas. Um dia destes faço uma manif EXIGINDO COMIDA DECENTE ou então, o que já me passou imensas vezes pela cabeça, obrigar as senhoras da cozinha a consumir aquilo que confeccionam, o que, no estado em aquela cozinha se encontra duvido. Não, esperem, já vi que o que está na moda são as ameaças de bomba…

quarta-feira, novembro 22, 2006

Mitos Urbanos VI

Sabem quando um casal precisa de ir à rua e deixa os filhos em casa? Pronto, foi isso que aconteceu. Neste caso, os pais de uma rapariga que deixaram sozinha em casa, protegida pelo cão, um collie adulto. O casal avisou à filha para fechar e trancar todas as portas e janelas. E a rapariga, como filha obediente, assim fez. Quer dizer, houve uma janela na cave que não se queria fechar completamente. Por isso, deixou a janela como estava e subiu para o quarto.
Às 12 horas, quando decidiu que já tinha jogado no computador o suficiente foi-se deitar e aninhou-se com o seu cão. A dada altura, ela acordou sobressaltada. Ela virou-se e olhou para o relógio… Eram 2:30. que a teria acordado quando ouviu um som… Parecia que algo estava a pingar. Ela pensou que tinhVoltou a aninhar-se nos cobertores pensando no a deixado a água a correr e agora estava a pingar no lavatório. Pensando que não era nada decidiu voltar a dormir. Mas sentiu-se nervosa por isso, levou a mão fora da cama e deixou o cão lambê-la para se sentir segura. Às 3:45 voltou a acordar com o som. Estava zangada mas voltou a tentar adormecer de novo. Levou a mão de novo fora da cama e deixou o cão lamber-lhe a mão. Adormeceu.
Às 6:52 decidiu que já estava farta. O maldito som não a deixava dormir. Mesmo a tempo de os seus pais chegarem a casa. “Boa”, pensou. “Agora alguém poderá arranjar o lavatório porque sei que não deixei a água a correr”. Foi a casa de banho e lá estava o seu collie, pendurado na cortina do banheiro! O som que ouvira tinha sido o seu sangue a escorrer para uma poça, no chão. A rapariga gritou até aos pulmões não lhe permitirem mais e depois correu para o quarto para arranjar uma arma, no caso de ainda lá estar alguém… E no chão, perto da sua cama viu uma pequena nota, escrita a sangue: “Minha querida, os humanos também sabem lamber…”
PS: Se calhar sou eu que estou sensível ou então sou mesmo medricas (admito!) mas, este mito deu-me mesmo arrepios!