quinta-feira, setembro 28, 2006

Só um aparte

Não tenho nada mas tenho tenho tudo...
Alguém me diz como se faz para desligar esta música?

domingo, setembro 24, 2006

Mitos urbanos V

Noite típica em Las Vegas: Casal em lua-de-mel instala-se numa suite de luxo num hotel espampanante. Mas para azar dos azares maiores que podem haver: não é que o quarto exalava um odor fétido, quase esgótico (inventei uma palavra!!!)
Os recém-casados descontentes dirigiram-se para a recepção onde lhes foi dito que o quarto já estava pago e que ele se encontrava limpo. Voltaram para o quarto. Ligaram o ar condicionado a abriram as janelas de par em par. O ar era irrespirável.
O marido, desta vez furioso foi novamente ter com o empregado e exigiu que ele fosse com ele para o quarto. Realmente cheirava muito mal mas, havia uma convenção na cidade e não haviam quartos disponíveis no hotel. Ofereceu-se para, em nome do hotel, pagar todas as comodidades disponíveis do lugar. Frequentaram o spa, ginásio, massagens, shows musicais… Até se esquecerem dos problemas… Ás quatro da manhã sentiam-se esgotados e deram a noite por terminada. Regressaram ao quarto que só seria limpo pela manhã. Ui, o fedor, ainda era pior do que se lembravam. Era impossível pernoitar ali! O marido ainda mais furioso fez nova viagem até à recepção. Pronto, vitória. Viria uma equipa de limpeza, especialmente para eles, limpar o quarto. Às cinco da meia o casal exausto foi conduzido para o seu quarto limpo. Ou pelo menos assim desejariam! Foi a gota de água. “Não me interessa se limparam até os ralos! Aqui cheira mal! Aqui não ficamos!” E sairam do hotel.
O empregado ficou intrigado. O quarto tinha sido totalmente limpo, vezes e vezes sem conta… O cheiro entranhara-se! Ele e equipa fizeram tudo: mudaram os lençóis, toalhas, cortinados, limparam-se os tapetes e carpetes e usaram-se os produtos de limpeza mais agressivos. O odor não desaparecia. Num acto meio de desespero e de loucura o empregado começou a destruir o quarto. Como puxasse o colchão do estrado da cama ele foi encontrar o corpo mutilado de uma mulher.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Pierces e Tatoos

Sou uma menina muito pura. Não tenho pierces e tatoos artificiais ou artisticos, como bem entenderem. Se as tiver serão: tatuagens sob a forma de cicatrizes, no coração. E o piercing só uma tentativa gorada, a sangue frio, de fazer novo buraco para enfiar a argola. Isso foi há um tempo distante, quando teria furado as orelhas, há uns dois/três anos e ainda não tinha captado o hábito de colocar os brincos sem espelho. Então, quando aqui a garota viu uma argola cair ao chão, ao invés de a guardar bem guardada e dirigir-me à toillete do centro comercial para pôr a dita tentei, não sei como, enfiar o brinco no meio da rua. Resultou num banho de sangue e a argola ir para o lixo! Entretanto, quem olhar de perto poderá ver a marca do "segundo" buraco e raramento já uso argolas!
Há alguns dias (tipo no dia da reunião BLOGOCOISA), uma amiga minha, que eu não vou identificar porque tem um nome invulgar mas, a que passarei a denominar Brigida Maria (eu disse que me iria vingar, muahahah) decidiu ir fazer um piercing. Sabem onde? Na bela da língua. Ri-me tanto. Na altura ficou com voz encaramelada, para quem não sabe é o tipo de voz com que se fica quando se acabou de comer caramelo e se fica com os dentes e a língua presos. Uma horita depois a coisa já estava maiss alegre. A rapariguita já ssó falava asssim e comessava a ficar um pouco esstranha. É que passsar da tipica voz rouca grave para uma sssopinha de masssa não é lá muito normal, digo eu. Não sse admirem de ter comessado a abusar nos esssses, é de propósito. Quanto a ti, minha amiga, é bem feito, bem feito, bem feito. Toma que é a paga pelos "não sinto a língua nomyia" e "tá-me a doer"... Quanto ao final da história, nada de original, a moça ficou aflitinha eu como excelente pessoa que sou fiz-lhe o tal do acompanhamento psicológico e baldei-me à reunião. (Também disse que me iria fazer passar por santa no meio desta conversa toda).
PS: Fiquem sabendo que o meu pc apesar de não se atrever a dar novos problemas não me deixou recuperar o texto inicial pelo que este foi reescrito na integra e como tal, já pouco tem que ver com o original.

sábado, setembro 16, 2006

Afinal quem manda aqui?

O maldito não dá sinais de melhoras. Quer-se dizer, anda uma rapariga a ter imensas aventuras e querer relatá-las ao mundo e o gajo não funciona. Só faltavam duas linhas, juro! Mas não, o computador tinha de bloquear. Foi janelas de tudo e mais alguma coisa: o sempre prestável blogger (tinha de vir aí a publicidadezinha, a sério, quando é que eu começo a receber por isto?), programas de word, access e um msn vá.
Aqueceste foi??? Estás terminantemente proibido de aquecer enquanto eu estiver a trabalhar, ou melhor, enquanto eu estiver a fazer seja o que for. Nem se me puser a jogar um daqueles joguitos muita chatos com música tipo gameboy (deve acontecer deve)! Tu não tens força de vontade! Tu chateias-me levas com uma limpeza de disco! Tu chateias-me vais para a sucata! Nisto mando eu. Eu comando a tua vida. Obedece-me!
Ai, que tenho tanta pena, fiquei sem o post do piercing na língua e consequente palavreado à ssopinha de massssa... Ai, que perdi linhas irrecuperáveis!!! Prontos, vou pôr aqui uma imagem: La Ballerines rouge sang por Tatiana Stewart. Agora quero só te ver a tentar não publicar isto!

domingo, setembro 10, 2006

Amor com amor se paga

Há dias tive uma conversa com um ex-colega de estudos. Começámos a relembrar belos tempos e fomos dar a uma fase em que ele andava muito preocupado com o início de mais um ano lectivo e eu lhe perguntei qual era o problema... As colegas, dizia-me. Eram umas queridas. Criaturas de marranço tipo book worms, cujo pico da vida social será, digamos, sair para ir tomar um cafézinho uma semana antes do exame de um cadeirão qualquer. Vejam lá que o que o atormentava tinha que ver com o facto de não lhe emprestarem apontamentos. O quê? Ah, és do tipo calão! Não. Então??? São umas agarradas, dizem que têm aquilo tudo planificado e que se emprestarem ficam com o estudo desorganizado, atrasado etc, etc. E isso é quando não garantem que emprestam e depois nunca mais se lembram do assunto.
Comecei a puxar pelos neurónios e cheguei a uma conclusão mais ou menos importante. A filha da putice começa cedo. São apenas apontamentos? Sim, por isso o que é que custa? São apenas a porcaria de uns papéis. Não é um braço ou uma perna! Há pessoal que abusa? Dahhh, isso é óbvio. Cabe-nos a nós não deixar que o façam. Só creio que num espiríto de camaradagem e cooperação, (que não é assim tão abundante quanto isso), o simples acto de empréstimo não faria mal algum.
O futuro são umas dezenas de anos de trabalho com gente mal disposta que ou aturas... ou aturas. E aprendemos bem cedinho que levar uns pontapés nas costas é o que mais há. Mas, reparem que os pontapés começaram por ser umas inofensivas arranhadelas que evoluiram até se tornarem algo mais poderoso. E o irónico disto tudo é que talvez tenhamos sido nós a abrir as hostilidades. Vá meus amigos, não estarão a fazer grande mal à humanidade com um pequeno acto de generosidade. Emprestem lá uns papeizinhos de ca-ca-ra-ca, de vez em quando. Mais que não seja, deixem os meus queridos amigos passar de ano ;)

sábado, setembro 09, 2006

Ficar a rir

Porque isto de imaginação tem alturas e há quem faça o favor de escrever bem por nós, aqui ficam duas sugestões:

Brincando com a sogrinha!
e
A língua portuguesa é traiçoeira

segunda-feira, setembro 04, 2006

Passe a Publicidade

Todos somos amadores. Pegamos na máquina, olhamos através da objectiva e carregamos no botão. Não sai bem. Tentámos uma vez, repetimos e voltamos a tentar. Pensamos que talvez já não esteja assim tão má e pedimos uma segunda opinião. Mas o olhar é meu e esse ninguém mo tira! E continuamos a procurar ângulos e enquadramentos, luz e cor. Focamos. Está tudo perfeito? Premimos o botão. Saiu mesmo bem. Ficámos com sede. Queremos mais. Quando damos por nós estamos estamos rodeados de fotografias. Retratos, paisagens... Que interessa?
Hoje divulgo o trabalho da minha amiga Mitsu.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Linguagem corporal para totós (nível iniciados II)

Gestos e sinais de cortejo masculino:
1) Ajustamento Púbico. Qual é a mulher que não adora quando um homem ajusta os órgãos sexuais à sua frente? (Tou a brincar). A mensagem que o homem quer transmitir é a da sua enorme masculinidade e costuma fazê-lo em ambientes repletos de especimens do mesmo sexo como, por exemplo, uma equipa de futebol.
2) Gravata à banda. Qualquer mulher que o ache atraente e saiba fazer um nó de gravata não suportará ver a gravata à banda.
...
...
...
Não encontrei mais sinais de cortejo masculino. Excepto uma obsessão pela zona pélvica não me parece que existem muitos mais gestos e sinais... Ninguém tem sugestões?

sexta-feira, agosto 18, 2006

Verdade

Quanto mais coberta é a chama mais o fogo atiça.

domingo, agosto 13, 2006

Não tem e não precisa de titulo

Meu grandessissimo ca**** de me*** vai para o cara*** e para todos esses sítios para onde se mandam as bestas! Espero que estejas orgulhoso porque passares um sinal vermelho e causares um acidente num carrinho emprestado e sem seguro pela madrugada dentro é de homem! Esqueceste-te foi que havia mais gente na estrada. Só podes ser estúpido ou irresponsável! Acredito que gostaste quando bateste no outro veiculo e viste a chapa retorcer-se à volta da pessoa que atingiste. E que quando saiste do teu carro e ameaçaste a pessoa ferida e indefesa que ias matando te sentiste muito poderoso. Pois olha tu não os tens no sítio. Um verdadeiro homem não se porta como um animal! Se fosses calavas, pagavas os estragos e ainda pedias desculpas. E se fosse tua filha? E se ela tivesse um acidente e ainda por cima ameaçada, sem ninguém para a defender? Gostavas? Vai-te fo***!!!
PS: As melhoras miuda.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Ai querida Maria

Hoje vim aqui falar de um assunto que é sempre actual. Refiro-me mesmo à inigualável, esplêndida e marivilinda MARIA, (note-se os adjectivos que utilizei). Quero aqui expressar a minha solidaridade às avozinhas e à geração moranguitos que lêem a revista MARIAAAAAAA às escondidas. Vim admitir que EU vou ao quiosque mais próximo sem qualquer tipo de pudor comprá-la, folheá-la e até lê-la! Ok isto acontece no máximo uma/duas vezes ano, mas isso não interessa nada.
Tantos anos se passaram desde que o público a descobriu e parece que agora ocupa um lugar mítico entre as revistas portuguesas. É suposto ser uma revistinha que conta as historinhas todas das novelas para quem não quer perder pitada. Eu nunca percebi essa obsessão de querer SABER o acontece na novela antes de a VER! Enfim... o verdadeiro achado foi o consultório de sexo e os anúncios pessoais. E foi aqui que surgiu um probleminha a revista era muito lida, mas devido às novelas ou às outras secções? Qualquer jovem dirá que é por causa das imagens e das histórias absurdas que ali figuram. Quem não se lembra da menina que tinha andado a brincar com uma almofada e tinha medo de ficar grávida??? As senhoras muito mais velhas acreditam piamente na qualidade da Maria em revelar os próximos capitulos da sua novela preferida e não só não folheiam aquelas páginas tão cheias de pensamentos sujos e pecaminosos como até as arrancam! Eu incluo-me na primeira categoria. Aquilo pode não ser a coisa mais educativa, mas já fez muitas lágrimas de riso a estes olhos! E rir hoje em dia...
Ele é os que a lêem para aprender qualquer coisita sobre o acto ou para se rirem do que só pode ser impossivel porque eles nunca experimentaram aquilo nem acreditam que exista gente assim tão burra! E as mães e avós que as compram deus-nos-livre de os pequenitos a folhearem. Sabe-se lá o que poderão perguntar. E todos sabem que o principal pesadelo de muitos pais é explicarem os segredos da concepção da vida aos petizes. Porquê? Talvez os papás prefiram os que os seus filhotes descubram o que é o sexo através de revistas ou por si mesmos... Porque admitamos que ninguém gosta de permanecer na ignorância por muuuito tempo. E quem não chega lá por um caminho procura sempre outros... (Ups, o meu Tico e o meu Teco acordaram e ficaria a escrever sozinha por muitas e muitas luas). Já sei, vou transcrever uma frase que advém precisamente da minha linda, linda revista: Masoquista mas não adepto da dor procura amiga...
PS: Alguém me sabe sabe explicar o que é um masoquista não adepto da dor?
PS2: Alguém consegue explicar ao senhor?

quarta-feira, agosto 02, 2006

Linguagem corporal para totós (nível iniciados)

Ok admito. Tenho andado preguiçosa para pôr aqui o quer que seja, por isso aqui vai uma tentativa de preencher o vazio das férias.
Gestos e sinais de cortejo feminino:
1) Lançar a cabeça para trás e afastar o cabelo do rosto ou atirá-lo para trás. Este movimento é utilizado até por mulheres com cabelo curto. Serve para mostrar ao homem que se preocupa com o seu aspecto.
2) Lábios húmidos e boca ligeiramente aberta. Lábios espessos e volumosos são um sinal de feminilidade. As injecções de colagénio, beicinho e batom fazem-nos sobressair e são atraentes para os homens. Ao dar-se aos lábios uma aparência húmida confere-se uma aparência de convite sexual. (Eu explico não se preocupem). Quando uma mulher se encontra em estado de excitação os lábios, seios e órgãos genitais ficam avermelhados pois enchem-se de sangue. É por isso, que os homens têm a tendência para considerarem o vermelho-vivo a cor mais sensual.
3) Tocar-se a si mesma. Pode traduzir o que a sua mente sente.
4) Pulso descaído. Usado quer por mulheres quer por gays.
5) Acariciar um objecto cilíndrico. (Este gesto explica-se a si mesmo).
6) Mostrar os pulsos. A exposição da zona macia e suave do pulso aumentará à medida que o interesse cresce.
7) Olhar de lado sobre o ombro.
8) Ancas bamboleantes.
9) Inclinação pélvica. A silhueta tipo ampulheta é a mais desejável. Os homens tendem a preferir mulheres de tipo ampulheta mesmo com excesso de peso a mulheres que não possuem esta forma.
10) Carteira perto do homem.
11) Perna cruzada.
12) Entalar uma perna na outra.
13) Afagar o sapato.
PS: Em breve as meninas também terão direito às formas de cortejo masculino.

sábado, julho 29, 2006

Olha

o blog fez seis meses no passado dia três! E eu esqueci-me por completo. Vou fazer o "balanço dos seis meses". Acho mais piada comemorar esta ocasião do que a cada ano até porque nem sei se lá chego (ups, se calhar não devia dizer isto). Comecei com muitas dúvidas. O meu conhecimento do "bicho" (entenda-se bicho como blogger) era nulo. Ainda posso dizer que não é grande coisa. Sei o básico desde o início e com o básico continuo. E para primeira experiência bloguística acho que não saiu nada mal. Podia ter carregado num botãozinho e, em apenas um dia apagar o blog. Ainda não o fiz o que é muito positivo! Ignorância à parte acho que as fronteiras da minha linha editorial, se é que alguma vez houve uma bem definida, se esbateram. E finalmente posso dizer que escrevo sobre tudo aquilo que eu quiser e quem não gostar não leia (simples não?) Ainda não sucumbi àquela coisa chamada site meter porque a minha satisfação não está em saber que muitos passam por aqui, mas que os "poucos" que por aqui passeiam comentam dizendo o que lhes vai na alma. O que eu vejo não mudou. São críticas, amuos, piadas parvas, crónicas, histórias, enfim tudo o que se esconde por detrás deste nome anónimo. E muito sinceramente? Estou a gostar.

domingo, julho 23, 2006

Mitos Urbanos IV

Uma carta:
“A minha trisavó, doente há bastantes anos, morreu alguns dias depois de cair num coma profundo. O meu trisavô ficou devastado, estavam casados há 50 anos! Quase podia jurar que, depois de tanto tempo, eles conheciam os pensamentos um do outro!
O médico declarou-a morta mas o meu trisavô não o quis aceitar. E ficou tão doente que teve de ficar de cama medicado durante o funeral. Mas nessa noite ele teve um pesadelo horrível. No seu sonho a minha trisavó estava a sufocar num sítio escuro. Ele telefonou logo para o médico a pedir a exumação do corpo mas ele recusou. Durante uma semana os pesadelos continuaram e o médico recusou sempre.
A minha família começou a achar que só a exumação podia dar descanso ao meu trisavô e impedir que ele enlouquecesse por isso concordaram em pedir ao médico para abrir o caixão.
Finalmente o médico cedeu e, em conjunto com a polícia, exumaram o corpo. O caixão foi aberto e viram o cadáver da minha trisavó todo contorcido como se tivesse enterrado viva e lutado para sair dali! As unhas dela estavam partidas e dobradas para trás e no interior do caixão arranhões…”
PS: E a partir deste momento, os mitos têm uma segunda casa aqui!!!

quinta-feira, julho 20, 2006

Realidade Oculta

O cinema de terror é no mínimo curioso. Há gostos para tudo: espíritos, criaturas mutantes, extraterrestres e o preferido de muitos, assassinos em série. Lembram-se de filmes como o “Psico”, em que uma mulher se hospeda num hotel e é morta pelo dono do hotel que fingia ser a sua própria mãe já falecida? E que tal “Massacre no Texas”, em que cinco jovens são assassinados com uma serra eléctrica por um homem que usa uma máscara com a pele das suas vítimas? E o “Silêncio dos inocentes” onde se procura um assassino que tira e veste a pele das suas vítimas? E, já agora, acham que os guiões destes filmes se devem apenas a uma imaginação prodigiosa e muito (mas muito) mórbida, dos seus criadores? Se ainda duvidarem a resposta é negativa.

Ed Gein é o “pai” de todos estes filmes. É ele a mente e a personagem principal, e o que nos assusta ou faz soltar gargalhadas sonoras são a recriação dos seus crimes. Este senhor, nascido em 1907, sofreu brutais espancamentos da sua muito severa mãe que lhe ensinou que sexo era sinónimo de pecado. O jovem Gein ficou com graves mazelas psicológicas que aguardariam até ao momento propício para se manifestarem. A oportunidade surgiu com a morte da mãe de Ed. A educação é uma coisa muito engraçada. Fazemos, muitas vezes, o possível e o impossível por agradar aos nossos pais reprimindo as nossas pulsões mais primitivas. Imaginem por um momento que o que nos impedia de satisfazer os nossos desejos mais recônditos desaparecia. Foi isso que aconteceu a este homem, já de si perturbado e indeciso entre uma moral extremamente rígida e a liberdade dos seus desejos bestiais. Para infelicidade da vida humana e satisfação dos escritores de contos de terror Gein viria a efectuar práticas de necrofilia e canibalismo. E até um ímpeto (artístico???) de transformar a pele das suas vítimas em peças de roupa e em mobiliário. Aquando da sua captura Ed confessou que gostava de se vestir com as roupas e máscaras confeccionadas de pele humana e fingir ser a sua mãe de quem sentia grande saudade. Havia mais quinze corpos espalhados pela sua fazenda na noite em que foi preso, Ed disse que não se lembrava ao todo, quantos assassinatos tinha cometido. Seria ele, um adulto comandado por uma mente de criança a quem nunca foi dada a oportunidade de se desenvolver em harmonia? Ou uma semente má que faria exactamente a mesma coisa se criada noutras condições? E que obsessão doentia é a nossa que nos faz replicar um passado sombrio e procurar tirar prazer dele?

segunda-feira, julho 17, 2006

Nunca se metam com a avó!

Em Melbourne, na Austrália uma avozinha de 81 anos decidiu fazer justiça pelas próprias mãos quando dois homens violaram a sua neta de 18 anos.
Que poderia fazer uma vingativa senhora de idade tão avançada? Talvez contratar uns capangas para ir dar uma sova aos violadores ou, porque não, se tiver a carta atropelá-los… Er… Não.
Ava procurou durante uma semana os bandidos e vingou-se na sua forma tão especial… Depois dirigiu-se para a esquadra de polícia mais próxima e disse: “Por Deus, aqueles estupores nunca mais irão violar ninguém! (As palavras não foram exactamente estas, mas faz-se o que se pode na tradução).
De acordo com a polícia, Davis Furth de 33 anos perdeu o pénis e os testículos quando uma Ava vexada/indignada/zangada/irada (acho que percebem a ideia), abriu fogo com a sua pistola de 9 mm no hotel onde ele vivia com Stanley Thomas, o seu parceiro de crime. Este último teve (melhor?) sorte uma vez que os médicos conseguiram salvar o seu pénis.
A avozinha Rambo, como é agora chamada, (estes australianos têm cá uma imaginação), decidiu agir depois de a sua neta ter sido assaltada no seu veículo e violada. “Quando vi a cara da minha Debbie decidi ir atrás daqueles estupores porque pensei que a polícia iria dar-lhes uma pena pouco dura”.“Por isso, quando os encontrei mal o grandalhão abriu a porta do quarto eu disparei onde lhe ia doer mais, mesmo entre as pernas”, (palavras da senhora, não minhas). “Depois fui-me entregar à polícia”.
Agora, os homens da lei andam confusos a tentar descobrir o que fazer com a avózinha Rambo. “É óbvio que o que ela fez está errado, mas não se pode mandar uma pessoa de 81 anos para a prisão”, disse o detective Delp “especialmente quando todos os 3 milhões de pessoas na cidade querem promovê-la a santa!”

terça-feira, julho 11, 2006

Teoria da Relatividade

Sentou-se no canto mais recôndito do bar. Ajeitou o cabelo e o justo vestido preto. Ouviu um som enervante e sentiu o tecido a ceder debaixo de si. As amigas tinham ido dançar. Olhou em vollta e verificou: o vestido rasgara a todo o comprimento do traseiro. Tinha de sair dali! Para cúmulo do azar as amigas tinham ido dançar para o meio da pista de dança. Estavam a dar espectáculo. Era mesmo o feitio delas. Agora nunca iam reparar nos sinais nervosos que fazia para lhes chamar a atenção. E o pior é que até gostaria de estar a dançar, coisa que as doze horas de trabalho e sapatos agulha impediam de forma veemente.
"Burra, burra, burra", pensou. Fora má ideia fazer as tais horas extraordinárias, aceitar o convite para sair, deixar que as amigas a vestissem e maquilhassem. Por esta altura devia ter a pintura toda borrada: esquecia-se e esfregava os olhos de sono. Isto não era o seu estilo. Provavelmente ficaria uma hora à espera que as fenomenais bailarinas a que chamava amigas se lembrassem dela e a fossem salvar. Nos entretantos conheceu alguém que reparara nos sinais lançados à pista de dança e pensara que eram para ele. Ela corou e voltou a ajeitar o vestido. Ele convidou-a para dançar. "Que bom! Ele não viu o rasgão!" Não pôde aceitar. Ele sentou-se no bar e pediu uma bebida. Ficaram uma hora a conversar sobre tudo: vida, morte, interesses, filosofia, familia, amigos... Tudo, tudo, tudo... Convidou-a mais uma vez para dançar. Desculpou-se, não podia mesmo aceitar. "Mostrar o traseiro a toda a discoteca? Não me parece."
Ele duvidou do tempo que passara. Ela, afinal não estava interessada. Durante uma hora fez papel de parvo. Que ela só se queria ver livre dele e que ele, estupidamente confundiu as risadas com nervosos "vai-te embora". Se era isso que ela queria era isso que ele iria fazer. Despediu-se dela com dois beijos e desapareceu na confusão.
Enquanto o via a afastar-se ela pensava: "Não vás. Espera. Mas não posso ir contigo. Nem sequer pudemos trocar os nossos números..." Aquela hora evaporou-se num minuto. queria outra hora, não, queria duas, mais... As amigas apareceram por fim. "Estás bem?" "Não. Rasguei o vestido."
Põe a tua mão no fogão durante um minuto e parecerá uma hora. Senta-te com uma rapariga bonita durante uma hora e parecerá um minuto. Isto é relatividade.
Albert Einstein

quinta-feira, julho 06, 2006

Decepção

Podia fazer aqui um ENORME texto com os 50.000 motivos pelos quais Portugal DEVIA ir à final do Mundial, mas acho que basicamente TODA a gente os sumariou e muito bem. Tenho pena... No próximo jogo iria equipar-me assim...

domingo, julho 02, 2006

As mulheres...

... e a casa de banho. Aqui está um fascínio masculino que não entendo. Porque é que os homens ficam a) embasbacados ou b) babados quando duas raparigas dizem que vão à casa de banho juntas (quem diz duas diz mais, mas isso já é demasiado complicado para a psique masculina). É que não sei se já perceberam, mas nós que nos dizemos do sexo feminino não utilizamos o quarto de banho para fazer as necessidades. Também retocamos a maquilhagem e, por vezes, para trocar algumas impressões sobre assuntos que em nada interessam ao universo masculino... Mais razões? Bem... a necessidade tão feminina de falar! Talvez o homem não seja capaz de falar enquanto se alívia (que expressão tão feia)! No entanto, mulher que é mulher, continua a conversar como se nada fosse. Somos extremamente higiénicas (é óbvio que a nossa carteira/mala não vai ficar pendurada ou apoiada num sítio onde ficaram outros tantos milhares de objectos)! Sabe-se lá que germes aquilo tem?! Além disso, podemos sempre trocar produtos de beleza com as nossas amigas (queremos estar sempre bonitas para eles que, apesar de tudo, se queixam do tempo que lá demoramos). E depois temos sempre as conversas mais profundas enquanto lá estamos, nem que seja a falar mal deles (ok, isto não é totalmente verdade). Enfim, explicamos vezes sem conta os nossos motivos para irmos em "grupinhos" ou em "escursão" (como já tenho ouvido) e continuam a fazer a mesma pergunta... Garanto que não há nenhum segredo sórdido... Nem há um posto de vigilância montado sobre vocês... Nem que vamos trocar de identidade com a nossa irmã gémea malévola... Nem falamos sobre futebol, cerveja e a nossa última conquista... Nem para falar sobre a nova namorada do não sei quantos que é amigo do vizinho do nosso primo em 2º grau...
Nem vou dar mais espaço à imaginação...

Acossado

Quem quer ficar ao sol quando se tem medo da própria sombra?